Hospitais italianos já tratam pessoas dependentes da rede social. Nove em cada dez pacientes são adolescentes viciados em jogos virtuais."
Quando pensamos em vícios pensamos no tabaco, na bebida, nas drogas em geral, e não só. Contudo, com o avanço da tecnologia cada vez mais nos deparamos com novas realidades, novos vícios.Ainda ontem falei da virtude e hoje falo exactamente do seu oposto.
Segundo o que constatei, o Facebook já existe desde 2004, mas pode dizer-se que o seu sucesso é bem mais recente, abrangendo todas as faixas etárias. Eu devo estar mesmo desactualizada pois só no ano passado é que ouvi falar neste fenómeno (e não foi propriamente no início do ano).
A verdade é que as redes sociais ganharam uma dimensão impensável, o contacto pessoal é, cada vez mais, substituído pela Internet. E isto é mais grave do que parece, segundo a notícia as consequências deste vício consistem na "perda das relações interpessoais, mudanças de humor, perda da percepção temporal e a um certo «fetiche tecnológico», além de problemas em dormir, vista cansada e dor de costas".
Estou convencida que faço parte das 16 pessoas que não têm conta no Facebook e que não jogam o tão conhecido FarmVille. Eu ainda sou do tempo (ai, esta bela expressão!) em que ia com a família para a terra apanhar batatas - literalmente falando - quando era pequenina, o que fazia todo o sentido. Nessa altura as crianças ainda sabiam de onde vêm os ovos! Provavelmente agora pensam que vêm da quinta do FarmVille. Sim porque este jogo consiste em tratar de uma quinta e de tudo o que a esta está inerente. Desde plantar couves a cuidar das galinhas e isto em tempo real.
E por que razão é este jogo tão aclamado?
Não faço a menor ideia mas se alguém souber e me quiser explicar ...
Também não sou contra as redes sociais, sou simplesmente apologista de que tudo deve ser feito com moderação, tudo o que é em exagero é mau.
Enfim ...
"O vício não seria completamente vício se não odiasse a virtude."
( Nicolas Chamfort )
( Nicolas Chamfort )
Um comentário:
Só para começar, aviso já que também estou entre as 16 pessoas que não têm facebook nem jogam farmville. Epá eu quero acreditar que dentro de toda esta gente que joga este jogo, existem pessoas com vida social, eu pelo menos acho que conheço algumas mas sei que existem pessoas que se entregam de tal maneira a estas coisas que perdem o contacto com o resto da vida e não vêem mais nada à frente. Só acho que se todas as pessoas metessem todo o empenho com que cuidam desta quinta virtual na criação e manutenção duma quinta mesmo real, a agricultura que tanto se critica neste país ia melhorar muito. Mas também sei que é mais fácil clicar num botão para semear um campo inteiro de qualquer coisa e que na vida real isso dá um bocadinho mais de trabalho.
Por mim, as pessoas têm direito a jogar este tipo de jogos e usar as 'redes sociais' (já lá vamos) mas tem que ser com moderação lá está. Senão começamos a ficar afastados do mundo.
Quanto à definição de rede social essa tem muito que se lhe diga. No facebook ou hi5 ou coisas do género podemos ter 500 'amigos', aquelas pessoas que não conhecemos e que clicaram na nossa página para fazermos parte da 'rede social' deles. Eu acho que ao ficarmos viciados naquilo perdemos o conceito de social, porque não me parece que aquilo seja assim tão social. Estamos todos por trás dum ecrã e podemos estar todos a mentir, não sabemos realmente com quem estamos a falar. Vamos antes sair à rua e conviver com pessoas reais de carne e osso, isso sim é socializar, mas pronto é só a minha opinião. Um bocadinho longa mas pronto, eu sou assim chatinho. Tudo com moderação é saudável até, em excesso pode tornar-se perigoso.
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